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O verão de 2025/2026 no Rio de Janeiro terminou nesta sexta-feira (20/3) às 11h45.A estação registrou 35 dias de estresse térmico, com temperaturas acima de 36°C.A maior temperatura foi de 41,4°C em Santa Cruz no dia 12 de janeiro, segundo Alerta Rio.O verão foi o terceiro mais chuvoso da série histórica, com 662,8 mm de média.Foram detectados 7.724 raios na cidade, um número alto comparado a verões recentes.A Ciclovia Tim Maia foi interditada quatro vezes devido a ondas, chuvas e ventos.
O verão de 2025/2026 no Rio de Janeiro termina oficialmente nesta sexta-feira (20/3), às 11h45, marcando um período de intenso estresse térmico, chuvas acima da média histórica e um elevado número de raios na cidade, conforme dados do Sistema Alerta Rio e do COR-Rio.
A estação mais quente do ano, que se despede para dar lugar ao outono, foi caracterizada por um cenário de temperaturas elevadas e fenômenos meteorológicos intensos. A maior temperatura registrada foi de 41,4°C, em Santa Cruz, na Zona Oeste, no dia 12 de janeiro.
Estresse térmico e chuvas intensas
O verão carioca contabilizou 35 dias com altos Índices de Calor (IC), variando entre 36°C e 40°C, conforme monitoramento do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio). Somente em janeiro, a cidade enfrentou nove dias consecutivos de estresse térmico, sendo oito em Calor 3 e um em Calor 2. Em fevereiro, foram oito dias seguidos, com sete em Calor 3 e um em Calor 2. Os Níveis de Calor são definidos por um índice que combina temperatura e umidade relativa do ar, e são monitorados pelo Comitê de Desenvolvimento de Protocolos para Enfrentamento de Calor Extremo, presidido pelo COR-Rio e com coordenação técnica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC).
Além do calor extremo, o verão de 2023/2024 foi o terceiro mais chuvoso na série histórica do Sistema Alerta Rio, superado apenas pelos verões de 2009/2010 e 2012/2013. Os pluviômetros registraram uma média de 662,8 milímetros de chuva em toda a cidade, significativamente acima da média histórica de 425,7 mm. Fevereiro, em particular, foi o mês mais chuvoso desde 1997. A meteorologista-chefe do Sistema Alerta Rio, Raquel Franco, explicou que fenômenos como a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), áreas de instabilidade reforçadas por calor e umidade, bloqueios atmosféricos e altas pressões contribuíram para as condições climáticas observadas. Devido aos eventos chuvosos, o município alterou seu estágio operacional em nove ocasiões, sendo o dia 9 de fevereiro um destaque, quando o Rio voltou a entrar em Estágio 3 após dois anos, resultando no acionamento de 15 sirenes da Defesa Civil Municipal em nove comunidades de alto risco geológico. O estágio operacional da cidade varia de 1 a 5, onde 1 é a condição normal e 5 é o cenário mais crítico.
Raios e interdições de infraestrutura
O sistema de alerta de raios da Prefeitura do Rio detectou um total de 7.724 raios na cidade durante o verão, um número considerado alto em comparação com os verões anteriores, exceto por 2022/2023, que registrou 9.500 raios. No verão imediatamente anterior (2024/2025), foram pouco mais de 2.500 raios. A meteorologista Raquel Franco ressaltou que é comum haver mais raios no verão, mas o número deste ano se destacou. A ferramenta de detecção de raios é crucial para o monitoramento e previsão de curto prazo de tempestades, auxiliando na velocidade de deslocamento e intensidade.
Durante a estação, o COR-Rio também acionou o protocolo de interdição da Ciclovia Tim Maia em quatro ocasiões. Em duas delas, o fechamento foi motivado por ondas acima de dois metros durante ressacas. Fortes chuvas e ventos na estação do Vidigal também levaram à interdição, com monitoramento feito por 50 câmeras. O alerta a pedestres e ciclistas foi realizado por alarmes sonoros, identificação no local e fechamento de cancelas com a presença de guardas municipais. Os critérios para interdição incluem ondas acima de 2 metros, ventos superiores a 65 km/h no Vidigal e chuva forte na região. A Avenida Niemeyer também teve seu fluxo alterado em duas ocasiões, nos dias 1º e 11 de fevereiro, devido ao atingimento dos critérios protocolares de fechamento.
Perspectivas para o outono
A transição para o outono, que começou às 11h45 desta sexta-feira, trará uma mudança no padrão climático. Para o primeiro fim de semana da nova estação, a previsão indica tempo instável com possibilidade de chuva fraca a moderada na sexta-feira, e nebulosidade variada com chuvisco ou chuva fraca isolada na tarde e noite de sábado e domingo. As temperaturas máximas devem variar entre 29°C e 30°C, e as mínimas entre 18°C e 21°C. Apesar da chuva inicial, o outono tende a ser menos chuvoso que o verão, com uma média histórica de 294,2 mm. As temperaturas médias para o outono são de 17,5°C para as mínimas e 30,4°C para as máximas, caracterizando uma estação de transição entre o calor e a chuva do verão e o frio e a seca do inverno.
O post Verão no Rio termina com recorde de estresse térmico apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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