
Estamos iniciando este espaço dedicado a discutir os transtornos alimentares e a obesidade sob uma perspectiva técnica, acessível e livre de extremismos.
Aqui, a ciência e a sensibilidade caminham juntas — sem terrorismo alimentar, mas com embasamento sólido e respeito à complexidade do ser humano.
A área alimentar sempre foi, para mim, uma das mais encantadoras dentro da psiquiatria — tanto no olhar sobre os transtornos quanto na promoção da saúde. Foi essa paixão que me levou às formações em Nutrologia, Psiquiatria Nutricional e Medicina do Estilo de Vida.
Este será um espaço para dialogar sobre as interfaces entre corpo e mente, compartilhando minha vivência clínica e científica de forma leve e próxima.
Quero começar esta coluna falando sobre um tema urgente: o terrorismo nutricional.
Vivemos um tempo em que não é mais preciso ter formação científica para emitir opiniões sobre saúde — e, com isso, o acesso à informação nem sempre vem acompanhado de qualidade.
A proposta deste espaço é justamente o contrário: oferecer um lugar seguro, sem achismos e sem reducionismos biologicistas, onde a comida é vista em sua totalidade — biológica, social, cultural e emocional.
O terrorismo alimentar reduz o alimento à sua função energética.
Mas comer é muito mais do que nutrir o corpo.
Comida também é vínculo, afeto, memória e celebração.
Gosto de lembrar que uma fatia de bolo de aniversário pode ser a refeição mais saudável do dia, porque junto dela vêm o amor, a cumplicidade e a alegria de um momento compartilhado.
Quem nunca se reconectou com uma lembrança boa ao sentir o cheiro do pão quente no domingo ou ao saborear um brigadeiro de panela em um dia de chuva com as amigas?
Comer é um ato plural.
Reconhecer que o momento da refeição pode — e deve — ser um momento feliz é o primeiro passo para fazer as pazes com o corpo e transformar a relação com a comida em algo verdadeiramente saudável.
Coluna: 🍽️ Entre o Corpo e o Controle — transtornos alimentares em foco. Um mergulho nas sutilezas entre o emocional e o alimentar. Esta coluna discute os transtornos alimentares sob uma perspectiva humana, abordando culpa, imagem corporal, restrições e o resgate da relação saudável com a comida e com o próprio corpo.
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