
Você já se perguntou por que, em alguns dias, o desejo por um doce surge justamente quando o coração está pesado? Ou por que a comida parece oferecer um tipo de conforto que vai além do paladar?
Esse fenômeno tem nome: comer emocional.
Trata-se de uma resposta do corpo e da mente diante de emoções que, muitas vezes, não encontram espaço para serem sentidas ou expressas.
Quando o alimento se torna o único recurso de regulação emocional, ele deixa de nutrir e passa a preencher um vazio que a comida, por si só, não pode resolver.
É nesse ponto que a relação com o comer se desconecta do corpo e do prazer genuíno, e passa a ser guiada por culpa, restrição e compensação.
Do ponto de vista da psiquiatria nutricional, as emoções influenciam diretamente o apetite e o comportamento alimentar.
Situações de estresse, tristeza, solidão ou frustração podem alterar os níveis de neurotransmissores como serotonina e dopamina, impactando a sensação de saciedade e prazer.
Por isso, comer emocional não é falta de força de vontade, mas uma forma que o corpo encontra de se autorregular diante de um desequilíbrio interno.
O caminho está em reconhecer as emoções sem julgamento e ampliar o repertório de autocuidado — incluir pausas, respiração, movimento, descanso e vínculos afetivos como formas legítimas de se acolher.
A comida pode, sim, confortar.
Mas o verdadeiro bem-estar vem quando ela deixa de ser refúgio e volta a ser celebração.
Coluna: 🍽️ Entre o Corpo e o Controle — transtornos alimentares em foco. Um mergulho nas sutilezas entre o emocional e o alimentar. Esta coluna discute os transtornos alimentares sob uma perspectiva humana, abordando culpa, imagem corporal, restrições e o resgate da relação saudável com a comida e com o próprio corpo.
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