
Foto: Divulgação
São Gonçalo e Duque de Caxias aparecem no topo do ranking de furto de energia na área de concessão da Enel Rio. O levantamento acende um alerta para o impacto direto no fornecimento, na segurança da população e na rotina de milhares de moradores.
Divulgados pela distribuidora, os dados mostram que o problema segue pressionando a rede elétrica e afetando outras cidades fluminenses. Além das perdas bilionárias para o sistema, as ligações irregulares, segundo a empresa, aumentam o risco de interrupções e acidentes graves.
São Gonçalo e Duque de Caxias lideram ranking de perdas
De acordo com levantamento divulgado pela Enel Rio em 28 de julho de 2025, com base no primeiro trimestre de 2025, Duque de Caxias e São Gonçalo lideraram o ranking de perdas não técnicas entre os 66 municípios atendidos pela concessionária. As cidades registraram, respectivamente, 34,35% e 31,53% de perdas, o que significa que mais de 30% de toda a energia distribuída nessas localidades foi perdida, principalmente por causa de ligações irregulares, segundo a distribuidora.
Na sequência, apareceram Araruama (22,36%), Cabo Frio (21,47%), Angra dos Reis (18,51%), Niterói (17,95%), Campos dos Goytacazes (14,76%) e Macaé (8,22%). O dado reforça que o problema não se restringe a uma única região e atinge também municípios com grande densidade urbana e econômica.
Energia desviada teria capacidade para abastecer grandes cidades
Segundo a Enel Rio, somente de janeiro a março de 2025, o volume de energia desviado nas oito cidades com mais casos seria suficiente para abastecer Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e Macaé juntos por um ano. A estimativa da empresa aponta um universo de cerca de 870 mil clientes, com consumo médio de 240 kWh por unidade consumidora.
Esse cenário ajuda a dimensionar o tamanho do impacto social e econômico do problema. Além do prejuízo financeiro, a distribuidora afirma que o desvio de energia compromete a qualidade do serviço e amplia a vulnerabilidade do sistema elétrico para os consumidores regulares.
Áreas de risco ampliam desafio da fiscalização
Ainda de acordo com a concessionária, 17% das unidades consumidoras atendidas pela empresa estão em áreas classificadas como de severa restrição operacional. Essas regiões responderiam por 59% do total de perdas não técnicas registradas pela distribuidora.
A Enel Rio afirmou também que, entre 2004 e 2024, houve crescimento de 541% no número de unidades consumidoras localizadas em áreas de risco. Segundo a empresa, isso dificulta a entrada de equipes para manutenção preventiva, reparos e ações de combate às irregularidades.
Inspeções, flagrantes e prisões em parceria com a Polícia Civil
Até o fim de março de 2025, a Enel Rio informou ter realizado cerca de 50,7 mil inspeções na rede elétrica para coibir fraudes e furtos de energia. Em parceria com as autoridades, foram lavrados 68 Relatórios de Ocorrência junto à Polícia Civil, com 42 pessoas detidas em flagrante, segundo a distribuidora.
Em atualização divulgada em 27 de março de 2026, a empresa informou que as ocorrências de furto de energia registradas em suas operações de combate a irregularidades em 2025 tiveram aumento de 7% na comparação com 2024. O levantamento apontou ainda que mais de 100 pessoas já haviam sido presas em flagrante pelo furto de energia, em ações conduzidas em parceria com a Polícia Civil e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
Ainda segundo a distribuidora, apenas nos dois primeiros meses de 2026, foram registradas 30 ocorrências, com 14 prisões efetuadas. No recorte de 2025, São Gonçalo foi o município com maior número de ocorrências, seguido por Niterói, Rio das Ostras, Angra dos Reis e Paraty. Juntas, essas cinco cidades responderam por quase metade dos registros emitidos no ano, conforme a Enel Rio.
Comércios lideram os casos de irregularidade
Os dados mais recentes da concessionária mostram que 62,8% dos casos identificados em 2025 ocorreram em estabelecimentos comerciais, enquanto 35,7% foram registrados em residências. Casos isolados também teriam sido encontrados em clientes rurais e grandes consumidores.
A empresa informou que os flagrantes de maior impacto envolveram restaurantes, bares, lanchonetes, supermercados, oficinas e outros estabelecimentos. Em Duque de Caxias, por exemplo, técnicos da Enel, acompanhados por policiais civis, identificaram ligações irregulares em uma fábrica de falsificação de produtos de beleza. Em Niterói, a companhia relatou ter encontrado irregularidades em uma fábrica de gelo.
Furto de energia coloca moradores em risco
A distribuidora afirma que o furto de energia é crime e alerta que fraudes e ligações clandestinas comprometem o fornecimento, sobrecarregam a rede e tornam o sistema mais suscetível a interrupções. Segundo a empresa, pessoas não habilitadas que manipulam medidores ou fazem ligação direta na rede correm risco de choque elétrico e acidentes graves, inclusive fatais.
Para a população, o impacto vai além da conta de luz. Quando há sobrecarga e instabilidade na rede, bairros inteiros podem sofrer com oscilações, falhas no abastecimento e aumento do risco de incidentes, especialmente em áreas densamente povoadas.
Como denunciar
A Enel informa que denúncias sobre ligações clandestinas e outras irregularidades podem ser feitas de forma anônima. A empresa disponibiliza os seguintes canais:
site da Enel
aplicativo Enel Rio
telefone 0800 280 0120
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