
Foto: Foto: Edgar Costa/Fundação Grupo Boticário
Baía de Guanabara recebe barreira inovadora com fios de cabelo humano para conter óleo.Instalação ocorreu na Enseada de Bom Jesus, Ilha do Fundão, nesta segunda-feira (23).Projetos Fiotrar e Orla Sem Lixo Transforma são responsáveis pela iniciativa.Ação marca a primeira aplicação da tecnologia em ambiente natural no Brasil.Barreira flutuante de 300 metros já continha resíduos e agora absorve poluentes oleosos.Manguezal na região é o principal beneficiado pela nova tecnologia de contenção.
A Baía de Guanabara recebeu nesta segunda-feira (23) uma barreira de contenção de óleo feita com fios de cabelo humano, instalada na Enseada de Bom Jesus, Ilha do Fundão, por projetos Orla Sem Lixo Transforma e Fiotrar, com apoio da Fundação Grupo Boticário, para proteger um manguezal da poluição.
A barreira, instalada pelos projetos Orla Sem Lixo Transforma e Fiotrar, com apoio da Fundação Grupo Boticário, foi acoplada a uma estrutura flutuante já existente, com cerca de 300 metros de extensão. Essa estrutura, antes dedicada à retenção de resíduos sólidos, agora também atua na absorção de poluentes oleosos, fortalecendo a proteção de um manguezal na área.
Baía de Guanabara – Créditos: (depositphotos.com / fredpinheiro.hotmail.com.br)
Tecnologia inédita em ambiente natural no Brasil
A aplicação dessa tecnologia na Baía de Guanabara marca a primeira vez que uma barreira de contenção de óleo feita com cabelo humano é utilizada em um ambiente natural no Brasil. Os rolos de contenção foram desenvolvidos pelo Fiotrar, sendo compostos por malha de algodão recheada com fios de cabelo. A barreira flutuante, por sua vez, foi montada com isopor, tecido, camadas de mantas geossintéticas e cobertura de lona.
Capacidade de absorção e testes prévios
Estudos indicam que um grama de cabelo pode absorver, em média, cinco gramas de óleo, tornando o resíduo humano uma alternativa de baixo custo e reaproveitamento para combater a contaminação da água. Caroline Carvalho, diretora do Fiotrar, destacou que a instalação na Baía de Guanabara valida anos de pesquisa e desenvolvimento, provando a união de ciência, sustentabilidade e impacto social.
A instalação da barreira não foi imediata, sendo precedida por um ciclo de testes ao longo do último ano. Susana Vinzon, coordenadora do projeto Orla Sem Lixo Transforma e professora da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explicou que os testes buscaram adaptar a tecnologia às condições ambientais específicas da Baía de Guanabara e às características estruturais das barreiras já existentes.
Baía de Guanabara – Créditos: (depositphotos.com / RenatoPMeireles)
Parceria para proteção de manguezais
A barreira original do Orla Sem Lixo Transforma foi desenvolvida em parceria com pesquisadores e pescadores artesanais da região. A integração da solução do Fiotrar começou a ser planejada em 2025, com a mediação da Fundação Grupo Boticário, e incluiu testes de campo no último ano. Ambos os projetos já haviam recebido apoio em 2021 pelo Teia de Soluções – Camp Oceano.
Liziane Alberti, oceanógrafa e especialista em conservação da biodiversidade na Fundação Grupo Boticário, ressaltou que a iniciativa demonstra como diferentes soluções podem se complementar para enfrentar desafios ambientais complexos, como a poluição marinha. A fundação busca potencializar os impactos positivos, aproximando ciência, inovação e comunidades locais.
A proteção dos manguezais é considerada estratégica para a recuperação da Baía de Guanabara, pois esses ecossistemas reduzem o impacto das ondas, protegem a linha de costa e contribuem para o sequestro de carbono. Ao impedir que óleo e resíduos sólidos atinjam as raízes e o solo, a nova barreira visa preservar uma área que funciona como proteção natural da baía.
O post Baía de Guanabara recebe barreira com cabelo para conter óleo apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Portal de Notícias no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.







