
Vista do Morro da Faxina, no Parque estadual da Pedra Branca | Créditos: Wikimedia Commons / Leandra Toledo da Silva
Com 12.500 hectares de Mata Atlântica, o Parque Estadual da Pedra Branca ocupa cerca de 10% do território do Rio de Janeiro e se espalha por 17 bairros da Zona Oeste. Quem sai de Niterói atravessa a Ponte Rio-Niterói, cruza a cidade e, em pouco mais de uma hora, está dentro de uma floresta com trilhas, cachoeiras e o pico mais alto da capital carioca.
Uma floresta maior que a Tijuca escondida na Zona Oeste
Criado pela Lei Estadual nº 2.377, em 1974, o parque nasceu para proteger os mananciais que abastecem a região oeste do Rio. Antes da proteção legal, a área já tinha história: no início do século XX, o governo federal adquiriu terras nos vales do Rio Grande e do Rio Camorim para garantir o abastecimento de água potável da cidade.
Parque Estadual da Pedra Branca, Rio de Janeiro // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
Hoje, o parque abriga mais de 900 espécies de plantas catalogadas e quase 500 espécies de animais registradas, incluindo onça-parda, jaguatirica e tucanos. Duas comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares vivem dentro dos seus limites: Alto Camorim e Cafundá Astrogilda, onde famílias cultivam aipim, banana e inhame em agricultura familiar.
Parque Estadual da Pedra Branca, Rio de Janeiro // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
Quais trilhas valem o passeio no Parque da Pedra Branca?
O parque oferece 23 trilhas com diferentes níveis de dificuldade, distribuídas em três núcleos de visitação. Todas funcionam de terça a domingo, das 8h às 17h.
Trilha Rio Grande (Núcleo Pau da Fome): 800 metros, nível fácil. Passa por um aqueduto do século XIX e duas represas históricas. Ideal para famílias.
Trilha do Açude do Camorim (Núcleo Camorim): cerca de 4 km, nível moderado. Sinalização interpretativa sobre o antigo sistema de captação de água. Paisagem de vale com mata densa.
Trilha do Quilombo (Núcleo Pau da Fome): antiga rota de fuga de escravizados, leva à Pedra do Quilombo, a 735 metros de altitude, com vista da Barra da Tijuca e do Maciço da Tijuca.
Trilha do Pico da Pedra Branca (Núcleo Pau da Fome): cerca de 7 km (ida), nível difícil. Chega ao ponto mais alto do Rio de Janeiro, a 1.025 metros. Recomendada para caminhantes experientes, com duração média de 5 a 6 horas (ida e volta).
Cachoeira do Barata (Núcleo Piraquara): única cachoeira do parque com banho liberado. Acesso por trilha curta, boa opção para dias quentes.
Quem curte uma aventura em meio à natureza, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Viaja Brito, que é referência em Ecoturismo, onde Brito mostra as trilhas e piscinas naturais do Parque Estadual da Pedra Branca, no Rio de Janeiro:
Três núcleos para três experiências diferentes
Cada entrada do parque oferece um tipo de passeio. A escolha do núcleo define a experiência do dia, e o Riotur lista os três com horários atualizados.
O Núcleo Pau da Fome, na Taquara (Jacarepaguá), é a sede administrativa. Tem centro de exposições com a mostra permanente “Da Pedra Branca ao Pau da Fome”, bromeliário sustentável e a Trilha do Mel, com 30 colmeias ornamentais. É o ponto de partida para as trilhas mais longas. O endereço é Estrada do Pau da Fome, 4003.
O Núcleo Camorim, também em Jacarepaguá, concentra trechos de floresta em estágio avançado, com exemplares raros de pau-brasil e jacarandá-da-bahia. A trilha até o açude é bem sinalizada. Entrada pela Estrada do Camorim, 2.118.
O Núcleo Piraquara, em Realengo, é o mais indicado para lazer com crianças: tem área de brinquedos, poços refrescantes e acesso à Cachoeira do Barata. Entrada pela Rua do Governo, sem número.
Parque Estadual da Pedra Branca, Rio de Janeiro // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
Quando o clima favorece as trilhas na Pedra Branca?
O maciço funciona como barreira para massas de ar, o que torna o microclima mais úmido que o restante da cidade. O inverno seco é a melhor época para trilhas longas.
☀️
Verão
Dezembro – Fevereiro
22°C a 34°C
💧 Chuva alta
O maciço funciona como barreira para massas de ar, o que torna o microclima bem úmido. Refresque-se na Cachoeira do Barata e com trilhas curtas.
🍂
Outono
Março – Maio
19°C a 30°C
☁️ Chuva média
O calor vai cedendo e permitindo caminhadas de nível intermediário. É um momento especial para conhecer a Trilha do Açude e o Quilombo.
❄️
Inverno
Junho – Agosto
16°C a 25°C
🌤️ Chuva baixa
Com o terreno mais firme e o clima propício e seco, abre-se a melhor janela para trilhas longas, como o Pico da Pedra Branca e a Transcarioca.
🌸
Primavera
Setembro – Novembro
18°C a 29°C
☁️ Chuva média
O Parque fica com uma exuberância incrível e a mata renovada antes do alto verão chegar. Foco total na observação de aves e bromeliário.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar, especialmente em altitude.
Roteiro de Niterói ao parque: distâncias e melhores rotas
A distância entre Niterói e os núcleos do parque varia de 45 a 60 km, dependendo do destino escolhido. Todo o trajeto começa pela Ponte Rio-Niterói (13 km).
Para o Núcleo Pau da Fome (sede): após a ponte, siga pela Linha Amarela até Jacarepaguá e entre na Estrada do Rio Grande, depois Estrada do Pau da Fome. São cerca de 50 km, aproximadamente 1h10 sem trânsito. Para o Núcleo Camorim: mesmo caminho até Jacarepaguá, com desvio pela Estrada do Camorim. Cerca de 55 km, 1h15. Para o Núcleo Piraquara: após a ponte, siga pela Av. Brasil até Realengo. Cerca de 45 km, 1h sem trânsito.
Transporte público é possível, mas exige combinações. De ônibus até o Largo da Taquara, há vans que sobem até o Pau da Fome. O parque não tem estacionamento próprio no Núcleo Pau da Fome, mas há estacionamentos particulares ao lado da entrada.
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Suba ao ponto mais alto do Rio partindo de Niterói
O Parque da Pedra Branca é o tipo de lugar que surpreende quem pensa conhecer o Rio de Janeiro. Uma floresta com trilhas centenárias, quilombos vivos e o pico mais alto da cidade, tudo a pouco mais de uma hora de Niterói.
Você precisa cruzar a ponte, seguir até a Zona Oeste e entrar nessa mata que o concreto não conseguiu engolir.
O post A maior floresta urbana do mundo fica a 50 km de Niterói e guarda o ponto mais alto do Rio apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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