
Fortaleza de Santa Cruz da Barra – Wikimedia Commons |
Criador: DiegoBaravelli
A 13 km do Centro de Niterói, cerca de 30 minutos pela Avenida Quintino Bocaiúva, a Fortaleza de Santa Cruz da Barra recebe o visitante com vento forte, cheiro de maresia e o som das ondas batendo nas pedras do promontório. Com pedra fundamental de 1555, guarda 471 anos de história militar, a maior coleção de canhões Whithworth do planeta e vista privilegiada da entrada da baía.
Por que essa fortaleza é considerada a mais antiga das Américas?
A Fortaleza de Santa Cruz nasceu em 1555, quando o francês Nicolas Durand de Villegaignon instalou dois canhões numa fortificação rudimentar para proteger a entrada da Baía de Guanabara durante a tentativa de fundar a França Antártica. Em 1567, o governador-geral Mem de Sá tomou o ponto e o transformou no principal escudo da baía.
De acordo com o perfil turístico oficial da Prefeitura no Visit Niterói, as muralhas foram construídas com pedras cortadas e assentadas à mão e somam mais de 7.153 metros quadrados de área. A ocupação militar nunca foi interrompida e a fortaleza é hoje a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército, o mesmo comando que apoiou a Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial.
Fortaleza de Santa Cruz da Barra, Rio de Janeiro // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
Roteiro de meio-dia saindo do Centro de Niterói
A visita rende um programa tranquilo de 4 a 5 horas, incluindo deslocamento, passeio guiado e parada para almoço em Jurujuba. Esta é a ordem que aproveita melhor o dia:
9h30: saída do Centro de Niterói em direção ao bairro de Jurujuba, pela Avenida Quintino Bocaiúva.
10h: entrada na Fortaleza de Santa Cruz, com a primeira visita guiada pelo militar do Exército a cada 30 minutos.
11h30: caminhada pelos mirantes da fortaleza para fotos da baía e do Pão de Açúcar do lado oposto.
12h30: almoço caiçara nos restaurantes de frutos do mar da Praia de Jurujuba, com vista para o mar.
14h: subida ao Parque Histórico Monte Bastione, onde fica o Forte de São Luís, a 180 metros de altitude.
16h: volta para o Centro de Niterói antes do fim da tarde.
Fortaleza de Santa Cruz da Barra, Rio de Janeiro // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
O que visitar dentro da fortaleza principal
A visita é obrigatoriamente guiada por um militar, com saídas a cada 30 minutos do Portão Colonial. Estes são os pontos mais marcantes do circuito:
Capela de Santa Bárbara: com pedra fundamental de 1612, é a segunda igreja mais antiga de Niterói. Guarda a imagem setecentista da santa protetora dos artilheiros.
Paiol Imperial: antigo depósito de pólvora com teto de granito e argamassa feita de cal e mariscos triturados, técnica colonial preservada.
Coleção de canhões Whithworth: 45 canhões dos séculos XVIII e XIX na maior coleção do mundo desse modelo, posicionados como no passado.
Antigas celas: por elas passaram José Bonifácio, Euclides da Cunha, Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi, líderes da Revolução Farroupilha.
Relógio de sol: peça de mármore português, uma das primeiras paradas do circuito guiado.
Mirante superior: o ponto mais próximo entre Niterói e a Urca, a cerca de 1.500 metros pelo mar, com vista para o Oceano Atlântico e o Rio de Janeiro.
Quem busca história e mistério, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Enfoco, onde mostram as lendas e segredos da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói:
Vale conhecer o Forte de São Luís e suas ruínas
Sim, especialmente para quem aprecia paisagens dramáticas e fotografia. O Forte de São Luís fica a 180 metros acima do nível do mar e é um dos espaços do Parque Histórico Monte Bastione, administrado pelo 21º Grupo de Artilharia de Campanha.
A ocupação do ponto começou em 1567, como posto de observação da antiga Bateria Nossa Senhora da Guia. A construção efetiva aconteceu entre 1769 e 1775, por ordem do Vice-Rei do Rio de Janeiro, o Marquês do Lavradio, para defender a cidade de uma possível invasão espanhola. Foi desativado em 1811, e suas ruínas de pedra, com portões que lembram castelos medievais, renderam ao lugar o apelido de Machu Picchu Niteroiense. A visita parte do Forte Barão do Rio Branco e é conduzida por militares, com ingresso popular e vista de 360 graus.
Leia também: A 4 km do centro de Niterói: a praia de águas calmas e esverdeadas que abraça uma ilha de quase 400 anos
Qual a melhor época para visitar as fortalezas de Jurujuba?
O inverno seco, de junho a agosto, é a melhor janela. Por serem espaços ao ar livre, dias de chuva forte atrapalham o passeio. Veja o resumo por estação:
☀️Verão
Dezembro a fevereiro23°C a 32°C
Como são espaços ao ar livre, as chuvas fortes podem atrapalhar. A dica é focar na visita pela manhã para fugir do calor e das pancadas de chuva.
💧 Chuva Alta
🏰Outono
Março a maio20°C a 28°C
O clima ameno permite caminhadas agradáveis pelo complexo. Aproveite para fazer o roteiro completo com as ruínas do Forte de São Luís sem cansar tanto.
☁️ Chuva Média
📸Inverno
Junho a agosto17°C a 25°C
A melhor janela de visitação! O inverno seco garante um visual espetacular e é perfeito para tirar fotos nos mirantes com o céu limpo.
⭐ Melhor Época / Seco
🌅Primavera
Setembro a novembro19°C a 27°C
As temperaturas começam a subir e o clima é muito agradável. Programe-se bem e deixe a sua visita para o fim da tarde para curtir o pôr do sol.
☁️ Chuva Média
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar saindo do Centro de Niterói
A forma mais prática é de carro ou aplicativo, direto pelas avenidas que ligam o centro ao bairro de Jurujuba. São 13 km pela Avenida Quintino Bocaiúva, passando por Icaraí, São Francisco, Charitas e a Praia de Jurujuba. O trajeto leva entre 25 e 40 minutos, dependendo do trânsito, e tem vista para a baía em boa parte do caminho.
De ônibus, a linha 33 da Expresso Miramar sai do terminal rodoviário ao lado da estação das barcas, na Praça Arariboia, e termina na Praia de Jurujuba. Do ponto final, caminhe cerca de 15 minutos até a entrada da fortaleza. A visitação funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, com grupos guiados saindo a cada 30 minutos. A entrada inteira custa R$ 10 e crianças até 12 anos, idosos a partir de 60 anos e pessoas com deficiência não pagam. Segundo a Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), o último tiro da fortaleza foi em 1955, contra o cruzador Tamandaré.
Vale o passeio cultural do fim de semana
A Fortaleza de Santa Cruz entrega o que poucos atrativos de Niterói conseguem reunir: 471 anos de ocupação militar contínua, a maior coleção de canhões Whithworth do planeta, uma capela de 1612 e vista privilegiada da baía de quem está do lado niteroiense.
Você precisa reservar uma manhã de terça a domingo e subir o promontório de Jurujuba para entender por que a fortaleza guarda quase cinco séculos de história do Brasil num espaço de 7 mil metros quadrados.
O post A fortaleza na entrada da Baía de Guanabara que guarda quase 5 séculos de história militar e a maior coleção de canhões do mundo a 13 km de Niterói apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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