
Imagem gerada por IA
O Ranking do Saneamento aponta quatro cidades fluminenses entre os 20 piores do país.Belford Roxo é a pior do estado, ocupando a 95ª posição geral no levantamento.Duque de Caxias, São Gonçalo e São João de Meriti também estão no grupo dos piores.O grande problema comum é a coleta e tratamento de esgoto, com baixos índices.Niterói se destaca como o melhor desempenho fluminense, na 7ª posição nacional.A capital, Rio de Janeiro, aparece na 50ª posição, no meio da tabela.
O novo Ranking do Saneamento, elaborado pelo Instituto Trata Brasil com apoio da GO Associados, revelou que quatro municípios fluminenses — Belford Roxo, Duque de Caxias, São Gonçalo e São João de Meriti — estão entre os 20 piores do país em infraestrutura básica, com Belford Roxo sendo a pior do estado na 95ª colocação geral.
O levantamento, que analisou os 100 municípios mais populosos do Brasil, destacou a grave situação do saneamento básico na Baixada Fluminense e em São Gonçalo. O padrão observado nessas cidades é a boa cobertura de abastecimento de água, contrastando com a precariedade na coleta e tratamento de esgoto, que permanecem em patamares muito baixos.
O retrato da Baixada Fluminense
Belford Roxo, com sua 95ª posição, é o município fluminense com o pior desempenho no ranking. Embora tenha um índice satisfatório de atendimento de água, a cidade enfrenta um atraso significativo na infraestrutura de esgotamento sanitário. A situação se repete em outros municípios da região metropolitana: São João de Meriti ficou na 87ª posição, São Gonçalo na 88ª e Duque de Caxias na 89ª. Nessas três cidades, a rede de abastecimento de água atende a uma parcela considerável da população, mas o esgoto continua sendo o principal gargalo, sem um destino adequado.
Investimento insuficiente em São João de Meriti
Um dado preocupante revelado pelo ranking é o baixo investimento em saneamento em São João de Meriti. Entre 2020 e 2024, o município aplicou um investimento médio anual de apenas R$ 45,16 por morador, totalizando R$ 105,34 milhões no período. Este valor é considerado insuficiente para um setor que demanda obras pesadas, manutenção constante e expansão de rede. O Plano Nacional de Saneamento Básico aponta como referência ideal um investimento médio de R$ 223,82 por habitante ao ano em grandes cidades. Apenas dez dos 100 maiores municípios do país atingem esse patamar, evidenciando a enorme distância entre o necessário e o que é de fato investido nas cidades fluminenses no fim da lista.
Desigualdade no saneamento no Rio de Janeiro
O estudo também ressalta a desigualdade na distribuição dos serviços de saneamento pelo estado. Niterói se destaca com o melhor desempenho fluminense, ocupando a 7ª posição nacional. Já a cidade do Rio de Janeiro aparece no meio da tabela, na 50ª colocação. Essa disparidade evidencia que o estado não enfrenta um colapso uniforme, mas sim uma brutal desigualdade entre seus territórios. Enquanto em alguns municípios o saneamento funciona como uma política pública estruturada, em outros, ainda se configura como uma promessa atrasada, obra incompleta ou abandono.
O post Saneamento: RJ tem 4 cidades entre as 20 piores do país apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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