
Pedra do Arpoador – Créditos: SUNSET – Pôr-do-sol no Arpoador _ For me, one of the most be… _ Flickr
A Prefeitura do Rio deu início a um novo movimento para fortalecer a imagem ambiental da orla carioca. Nesta segunda-feira (16), as praias do Arpoador e da Praia do Diabo entram oficialmente na disputa pelo selo internacional Bandeira Azul, referência mundial em qualidade ambiental, segurança e gestão de praias.
A iniciativa pode ampliar o número de praias certificadas na capital fluminense e reforçar o peso turístico, ambiental e urbano de dois dos pontos mais simbólicos da Zona Sul. Hoje, a cidade já conta com o reconhecimento em Prainha, Grumari e Praia da Reserva, conquistado em 2025.
Rio lança candidatura de praias icônicas ao Bandeira Azul
O lançamento da candidatura das praias do Arpoador e da Praia do Diabo ocorre nesta segunda-feira (16) e marca o início do processo de avaliação para que os dois trechos passem a integrar a lista de destinos certificados pelo programa. A ação é conduzida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro.
O evento de apresentação da candidatura está previsto para a altura do Posto 7, na orla da Zona Sul. Durante a agenda, devem ser apresentados os critérios que sustentam o pedido de reconhecimento internacional, como qualidade da água, preservação ambiental, infraestrutura e gestão do entorno das praias.
Tom Jobim no Arpoador – Créditos: Ipan Copa141208 005 Arpoador Tom Jobim _ Tom Jobim no Arpoad… _ Valéria del Cueto – Flickr
O que é o selo Bandeira Azul
O Bandeira Azul é uma certificação internacional ligada à Foundation for Environmental Education (FEE) e, no Brasil, tem coordenação do Instituto Ambientes em Rede. O selo reconhece praias e marinas que cumprem exigências ligadas à conservação ambiental e à boa gestão do espaço público.
Para que uma praia receba a certificação, ela precisa comprovar anualmente o cumprimento de 38 critérios. Entre eles estão itens relacionados à qualidade da água, gestão ambiental, segurança, infraestrutura, preservação patrimonial e educação ambiental.
Quais critérios pesam na avaliação
Entre os requisitos analisados estão a amostragem regular da qualidade da água, o controle de impactos de descargas residuais, a existência de lixeiras e estruturas para recicláveis, instalações sanitárias adequadas e ações voltadas à acessibilidade e ao transporte sustentável. O programa também exige ações permanentes de informação e educação ambiental com moradores, trabalhadores e visitantes.
O que a candidatura representa para o Rio
A candidatura de Arpoador e Praia do Diabo tem peso simbólico e prático. Além de projetar internacionalmente dois cartões-postais da cidade, o processo pressiona por melhorias contínuas em organização, limpeza, conservação e serviços, com impacto direto na experiência de moradores, banhistas e turistas. Essa combinação fortalece a imagem do Rio no turismo sustentável e na valorização da sua orla. A leitura é uma inferência a partir dos critérios e objetivos oficiais do programa.
Como funciona o processo até a decisão final
No Brasil, as inscrições para novas candidaturas são recebidas pelo Instituto Ambientes em Rede. Depois disso, os relatórios passam por análise técnica, seguem para avaliação do júri nacional e, em caso de aprovação, são enviados ao júri internacional, que se reúne em setembro, em Copenhague, para a decisão final. A cerimônia nacional de entrega das bandeiras ocorre no início de novembro.
Com a nova candidatura, o Rio tenta ampliar sua presença entre as praias reconhecidas por boas práticas ambientais. Para a cidade, o movimento vai além do selo: ele reforça a disputa por qualidade urbana, preservação costeira e protagonismo no turismo sustentável.
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