
Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil
Professores da Uerj iniciaram greve nesta quarta-feira (25), após assembleia da Aduerj.A paralisação ocorre dez anos após a última mobilização da categoria.As principais reivindicações incluem o pagamento de recomposição salarial e triênios.Docentes também cobram a recomposição orçamentária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.A reitoria da Uerj e o governo do estado afirmaram buscar diálogo e soluções.O presidente da Aduerj, Gregory Magalhães, citou a perda de benefícios desde 2018.
Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) entraram oficialmente em greve nesta quarta-feira (25), após assembleia da Associação dos Docentes da Uerj (Aduerj), para reivindicar o pagamento de recomposição salarial, o retorno dos triênios e a recomposição orçamentária da universidade.
Reivindicações da categoria
A decisão de greve, a primeira em dez anos, foi tomada após assembleia da Associação dos Docentes da Uerj (Aduerj). As principais reivindicações incluem o pagamento de duas parcelas da recomposição salarial prevista em lei e acordada em 2021, o retorno dos triênios com incidência no salário total, e a recomposição orçamentária da universidade.
Impacto da Lei da Dedicação Exclusiva
O presidente da Aduerj, Gregory Magalhães, explicou que a Lei da Dedicação Exclusiva da Uerj, criada em 2018, resultou na perda de uma porcentagem dos benefícios dos professores. Segundo Magalhães, essa lei estabeleceu que os benefícios incidiriam apenas sobre o salário-base, e não sobre o salário total. “A gente perde 40% do que deveria receber dos nossos benefícios. Os descontos, o IRPF, o Rio Previdência incidem no nosso salário total. Então, a gente paga os descontos no valor total e recebe apenas 60% dos nossos benefícios”, detalhou.
Leis de 2021 e a falta de diálogo
Em 2021, duas leis adicionais impactaram os docentes. Uma delas extinguiu os triênios, e a outra parcelou o pagamento da recomposição salarial referente aos Índices de Preços ao Consumidor Amplo (IPCAs) dos anos de 2017 e 2021 em três vezes. Gregory Magalhães afirmou que a categoria buscou diálogo com o governo do estado do Rio de Janeiro por cinco anos para negociar as condições de trabalho, mas não obteve sucesso. “Nunca fomos respondidos. A única resposta da chefia de gabinete do governador foi que ia tentar agendar a reunião, mas nunca foi agendada”, declarou. A renúncia e condenação do ex-governador Cláudio Castro, ocorridas na semana da paralisação, e a ausência de um representante definitivo são vistos como obstáculos pelos grevistas.
Posicionamento da Reitoria e do Governo
Em nota, a reitoria da Uerj informou que continua buscando o diálogo com os diversos setores para encontrar soluções que garantam o pleno funcionamento da instituição. O governo do estado, também por meio de nota, afirmou estar trabalhando para implementar políticas de valorização do funcionalismo, buscando equilibrar despesas e receitas. O governo ressaltou que o Rio de Janeiro está sob as regras do Regime de Recuperação Fiscal, enfrentando um cenário desafiador para o equilíbrio das contas públicas.
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