
Foto: Agência Brasil
A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou a anulação da licença que autorizava a instalação de uma tirolesa no Pão de Açúcar, um dos principais cartões-postais do país e reconhecido como patrimônio mundial.
A decisão também impõe penalidades à empresa responsável pelas obras.
Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro
Justiça aponta ilegalidade no processo de licença
A decisão foi assinada pelo juiz Paulo André Espírito Santo Manfredini, da 20ª Vara Federal, que atendeu a um pedido do Ministério Público Federal.
Segundo o magistrado, houve:
Falhas graves na justificativa do licenciamento
Ausência de debate público amplo
Irregularidades nos atos administrativos do IPHAN
O juiz classificou todo o processo de autorização como “absolutamente ilegal”, apontando vício insanável na motivação dos atos.
Empresa é condenada e terá que recuperar área
Além de anular a licença, a Justiça determinou que a empresa responsável apresente, em até 60 dias, um plano detalhado de recuperação ambiental da área afetada.
A decisão exige:
Recomposição das áreas danificadas
Recuperação de trechos impactados pelas obras
Retirada de resíduos gerados
Remoção de estruturas provisórias instaladas no local
Corte de rochas sem autorização foi identificado
O juiz também destacou que houve intervenções sem autorização ambiental.
De acordo com a decisão, foram retirados:
78,13 m³ de rocha no Morro da Urca
70 m³ de rocha no Morro do Pão de Açúcar
A atuação da empresa foi considerada ilícita, com registro de danos ambientais classificados como irreversíveis.
Indenização de R$ 30 milhões é determinada
A Justiça também condenou os responsáveis ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
O valor será destinado a fundos públicos voltados à proteção e recuperação do patrimônio histórico.
Apesar da condenação, a decisão não determinou a retirada de estruturas comerciais que já existiam no local antes do projeto da tirolesa.
O que muda após decisão sobre o Pão de Açúcar
Com a anulação da licença, o projeto da tirolesa perde respaldo legal.
Na prática:
As obras ficam sem autorização válida
A empresa deve iniciar ações de recuperação ambiental
O caso reforça exigências para intervenções em áreas tombadas
A decisão também amplia o debate sobre preservação de patrimônios naturais e históricos no Brasil.
O post Justiça condena empresa e anula obra no Pão de Açúcar apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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