
Um caso de injúria racial voltou a chamar atenção na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações e com as informações divulgadas sobre a ocorrência, um argentino de 67 anos foi preso em flagrante após, supostamente, ofender uma jovem de 23 anos dentro de um supermercado em Copacabana.
O episódio teria acontecido na noite de segunda-feira, 20 de abril, na Rua Siqueira Campos, e mobilizou guardas municipais e a 12ª DP (Copacabana). O caso reacende o debate sobre discriminação em uma das áreas de maior circulação de moradores e turistas no Rio.
Caso de injúria racial em Copacabana
De acordo com as investigações e com o relato da vítima, a jovem de 23 anos aguardava na fila do supermercado quando o estrangeiro passou a reclamar da lentidão dos caixas. Após uma discussão, ele teria dirigido ofensas racistas à mulher, que buscou ajuda dos seguranças do estabelecimento.
Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, outro argentino que estava no local presenciou a cena, se indignou com o comportamento do conterrâneo e acionou uma dupla de guardas municipais. Os agentes fizeram a detenção em flagrante e levaram o homem para a delegacia.
Prisão e encaminhamento à delegacia
De acordo com a Polícia Civil e com as informações do caso, o argentino de 67 anos foi encaminhado à 12ª DP, em Copacabana, onde permaneceu detido na noite da ocorrência. As investigações também teriam reunido depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras internas do supermercado para esclarecer a dinâmica dos fatos.
As informações divulgadas apontam ainda que o homem teria afirmado morar no Brasil há cerca de dois anos. No depoimento, ele teria alegado não ter tido intenção consciente de discriminar a vítima, enquanto a defesa teria indicado que pretende solicitar a análise das imagens de segurança e adotar medidas para tentar reverter a prisão.
Acompanhamento do caso
Ainda segundo as informações publicadas sobre a ocorrência, a jovem teria sido acompanhada por representantes de entidades de direitos humanos e do movimento negro. O Ministério Público do Rio de Janeiro também acompanha os desdobramentos do inquérito e, conforme o material divulgado, deverá fiscalizar a adoção das medidas legais cabíveis.
Alerta para novos episódios de discriminação
O caso gerou repercussão entre frequentadores e moradores de Copacabana. Segundo os dados citados nas informações divulgadas sobre a ocorrência, este não seria um episódio isolado: outros três registros de injúria racial já teriam sido realizados na região neste ano, o que reforça a preocupação das autoridades com crimes dessa natureza em áreas de grande circulação.
A repercussão também amplia a discussão sobre convivência, respeito e segurança em espaços públicos e comerciais do Rio. Em bairros com fluxo intenso de turistas, episódios como esse têm forte impacto social e reforçam a necessidade de denúncia e resposta rápida das autoridades.
O que diz a lei sobre injúria racial
No Brasil, a injúria racial está prevista na Lei nº 14.532/2023, com pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa. O entendimento do Supremo Tribunal Federal também consolidou que a injúria racial configura espécie de racismo e, por isso, é imprescritível.
Na prática, isso significa que ofensas dirigidas a uma pessoa com base em raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional são tratadas com maior rigor pela legislação brasileira. Por isso, de acordo com a legislação em vigor, a condição de estrangeiro não afasta a responsabilização criminal quando o fato acontece em território nacional.
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