
Foto: Evelen Gouvêa
O Centro de Niterói pode viver uma das maiores transformações urbanas das últimas décadas. A projeção apresentada pelo prefeito Rodrigo Neves é que a região passe dos atuais 18 mil moradores para 40 mil habitantes em dez anos, impulsionada por obras, novos imóveis, inovação e reocupação urbana.
A mudança, segundo a Prefeitura, busca recolocar o Centro como vetor de desenvolvimento da cidade, com impacto direto em moradia, serviços, economia, mobilidade e qualidade de vida.
Reviver Centro mira reocupação e desenvolvimento urbano
Rodrigo Neves participou da segunda edição do encontro “Caminhos de Niterói – Reviver Centro”, realizado no auditório da Editora Globo, no Centro do Rio.
O evento, promovido pelos jornais O Globo e Extra, reuniu especialistas e representantes do setor público e privado para debater investimentos, revitalização e projetos de reocupação da região central de Niterói.
O prefeito integrou a mesa “Centro vivo: como trazer pessoas de volta à zona central”, ao lado da urbanista e consultora internacional Verena Andreatta e do presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói (Ademi-Niterói), Julio Kezem.
Durante o encontro, Rodrigo Neves afirmou que a revitalização do Centro não depende de medidas isoladas. Segundo ele, o processo reúne um conjunto de estratégias articuladas.
“O programa Reviver Centro inclui várias estratégias que, concatenadas, vão resultar em um grande crescimento do Centro de Niterói. Essa região da cidade passou por um processo de degradação após a fusão do estado do Rio com a antiga Guanabara. Hoje, esse processo de revitalização é uma realidade. São investimentos na modernização da infraestrutura como nas avenidas Visconde do Rio Branco e Amaral Peixoto. Em junho, vamos inaugurar a Arena Niterói e, em agosto, o Distrito de Inovação da Cantareira. Depois teremos a Fundação Oscar Niemeyer e o Museu do Cinema Brasileiro. O Centro de Niterói será um grande case de revitalização”, explicou o prefeito.
Centro de Niterói concentra 35% das negociações imobiliárias
De acordo com Rodrigo Neves, o mercado imobiliário no Centro de Niterói já mostra sinais de retomada. Hoje, segundo o prefeito, 35% das negociações imobiliárias no município envolvem imóveis localizados na região central.
Além disso, a expectativa é que, nos próximos três anos, cerca de 6 mil imóveis sejam entregues pela iniciativa privada no Centro. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 3 bilhões.
A projeção indica um impacto direto na vida urbana da cidade. Com mais moradores, a tendência é de maior circulação de pessoas, ampliação de serviços, fortalecimento do comércio e reocupação de espaços que passaram por esvaziamento ao longo das últimas décadas.
Planejamento urbano segue práticas internacionais
A arquiteta e urbanista Verena Andreatta destacou que Niterói adota práticas reconhecidas internacionalmente em projetos de revitalização urbana.
“Desde 2013, a cidade possui planejamento estratégico, que é elaborado com a participação dos moradores. O Centro de Niterói é vivo porque as pessoas trabalham e moram no Centro. Com mais moradores, serão mais serviços. A região central tem as residências como vocação. Niterói está requalificando os espaços públicos do Centro”, disse Verena Andreatta.
A fala reforça a importância de integrar moradia, serviços, mobilidade, infraestrutura e participação social no processo de transformação do Centro.
Mercado imobiliário vê recuperação da região central
Para o presidente da Ademi-Niterói, Julio Kezem, a requalificação do Centro já apresenta resultados concretos.
“Muitas empresas saíram do Centro de Niterói, que foi esvaziado durante muito tempo. Agora o que observamos é uma ação concreta de recuperação da região central. O Centro se consolida cada vez mais como uma ótima opção de moradia. As pessoas vão querer o Centro pela facilidade de encontrar serviços”, argumentou Julio Kezem.
A avaliação do setor imobiliário aponta para uma mudança de percepção sobre a região. O Centro, antes marcado pelo esvaziamento, passa a ser apresentado como alternativa de moradia por reunir serviços, localização estratégica e novos investimentos.
Fundo de Desenvolvimento Imobiliário terá R$ 400 milhões
Rodrigo Neves também citou o Fundo de Desenvolvimento Imobiliário do Centro de Niterói (FDICN) como uma ferramenta inovadora de política urbana.
Criado por lei municipal, o fundo é uma parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF). O objetivo é oferecer taxas de juros subsidiadas para financiar projetos imobiliários residenciais e hoteleiros.
A medida contempla tanto novos empreendimentos quanto projetos de requalificação. Além disso, o fundo poderá viabilizar desapropriações estratégicas.
“Com recursos de R$ 400 milhões, vamos viabilizar o crédito com taxas mais baixas. Vai ser muito atraente fazer retrofit e novas moradias no Centro. Estamos construindo a cidade com qualidade de vida para as pessoas. A revitalização do Centro de Niterói não é algo para três anos, mas para os próximos 25 anos. Recuperar a região central é prioridade do nosso planejamento estratégico, que está sendo atualizado para projetar a cidade até 2050”, afirmou Rodrigo Neves.
Inovação e economia criativa entram na agenda do Centro
O encontro “Caminhos de Niterói – Reviver Centro” também contou com a mesa “Economia do futuro: inovação e novos polos de desenvolvimento”.
Participaram do debate:
Marcele Sardinha, secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária;
Antônio Claudio da Nóbrega, reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF);
Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Entre os temas discutidos, esteve a criação do Distrito de Inovação da Cantareira, em São Domingos. A iniciativa é considerada estratégica para posicionar Niterói como um polo de desenvolvimento científico, tecnológico e econômico no país.
Distrito de Inovação da Cantareira terá ciência e tecnologia
O Distrito de Inovação será instalado no histórico prédio da Cantareira. A proposta é criar um ambiente integrado de ciência, tecnologia e inovação.
O espaço reunirá universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e governo em torno do desenvolvimento de soluções tecnológicas avançadas.
Entre as áreas de foco estão:
computação de alto desempenho;
inteligência artificial;
computação quântica.
A iniciativa amplia a estratégia de requalificação da área central e reforça a aposta de Niterói em uma economia ligada ao conhecimento, à tecnologia e à criatividade.
Transformação do Centro mira as próximas décadas
A revitalização do Centro de Niterói é apresentada pela Prefeitura como um projeto de longo prazo. A previsão de crescimento populacional, os investimentos imobiliários, a criação de novos equipamentos urbanos e o incentivo à inovação indicam uma mudança estrutural na região.
Com a atualização do planejamento estratégico até 2050, a cidade busca transformar o Centro em um espaço mais ocupado, dinâmico e conectado à vida cotidiana da população.
O post Niterói quer levar 40 mil moradores ao Centro em 10 anos apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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