
Caxambu concentra o maior complexo hidromineral do Brasil (imagem ilustrativa)
Na Serra da Mantiqueira, a 895 m de altitude, Caxambu concentra o maior complexo hidromineral do Brasil em um parque de 210 mil m². São 12 fontes de água mineral com propriedades diferentes e o único gêiser natural do país, que jorra água sulfurosa a 27 °C pelo menos duas vezes ao dia. A cidade fica a 293 km de Niterói, cerca de 3 h 30 pela Dutra e BR-354, o suficiente para transformar um fim de semana em imersão termal e histórica no Circuito das Águas de Minas Gerais.
O gêiser que jorra no meio de Minas Gerais
Gêiseres são fenômenos raros no planeta. Estima-se que existam cerca de mil no mundo, quase metade deles concentrada no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. O Gêiser Floriano de Lemos, em Caxambu, é o único em território brasileiro. Ele jorra água mineral sulfurosa misturada a gás natural proveniente do interior da Terra, formando uma coluna que pode alcançar 8 m de altura, segundo o Convention & Visitors Bureau de Caxambu.
As erupções acontecem em horários regulares pela manhã e à tarde. Moradores e turistas se reúnem ao redor para se banhar na água quente. A origem do fenômeno está ligada à atividade vulcânica antiga que formou o Morro de Caxambu, hoje parcialmente exposto no centro da cidade.
Caxambu, Minas Gerais // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
A princesa que veio curar a infertilidade e ergueu uma igreja
Em 1868, a Princesa Isabel e o Conde d’Eu chegaram a Caxambu atraídos pela fama das águas medicinais. A princesa sofria de anemia severa, o que contribuía para a dificuldade de engravidar. Após um mês de tratamento com as águas ferruginosas da fonte que hoje leva seu nome, a princesa se recuperou e engravidou. Em agradecimento, mandou erguer a Igreja de Santa Isabel da Hungria, cuja pedra fundamental foi lançada pela própria princesa em 22 de novembro de 1868, conforme registros da Prefeitura de Caxambu. A igreja neogótica foi inaugurada em 1897 e é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA).
Caxambu, Minas Gerais // Créditos: Wikipedia / Wikimedia Commons
O que fazer em um fim de semana em Caxambu
A cidade se percorre a pé e rende programa para dois dias completos. Confira o roteiro essencial:
Parque das Águas Dr. Lisandro Carneiro Guimarães: 12 fontes minerais com propriedades distintas, lago ornamental, bosques e a estátua Ninfa do Lago. Tombado pelo IEPHA. Funciona todos os dias, das 7h às 18h.
Gêiser Floriano de Lemos: dentro do Parque, jorra duas vezes ao dia. Banho permitido na água sulfurosa a 27 °C.
Balneário Hidroterápico: prédio neoclássico com vitrais franceses e pisos importados. Oferece banhos de imersão em água mineral, duchas Vichy, saunas e massagens.
Teleférico do Morro de Caxambu: leva ao mirante a 1.090 m de altitude, com vista panorâmica da cidade e da Serra da Mantiqueira. Lanchonete e lojinha no topo.
Igreja de Santa Isabel da Hungria: acesso pela escadaria da Rua Américo Macedo (126 degraus) ou de carro pela Rua Monsenhor João de Deus. Busto da Princesa Isabel ao lado.
Museu Histórico de Caxambu: entrada gratuita, conta a história da cidade desde a época dos cassinos e das visitas da família imperial.
Informações sobre fontes e serviços estão no portal do Governo de Minas Gerais.
Quem deseja explorar o Circuito das Águas, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal De fora em Juiz de Fora, que conta com mais de 119 mil visualizações, onde Tati Marmon mostra as fontes minerais e o lazer em Caxambu:
Por que Caxambu atrai moradores em busca de qualidade de vida
Com cerca de 21 mil habitantes, Caxambu tem IDH de 0,743, classificado como alto pelo Atlas do Desenvolvimento Humano. A cidade ocupa a 51ª posição entre os municípios de Minas Gerais nesse índice. O clima ameno de altitude, a média anual de 17 °C e a presença de hospitais e escolas fazem da cidade uma escolha frequente para aposentados e famílias que trocam o ritmo das capitais pela tranquilidade do interior mineiro.
O nome Caxambu vem do tupi catã-mbu, que significa “água que borbulha”, uma descrição exata do que acontece nas fontes gasosas que brotam por todo o parque.
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Quando visitar e o que esperar em cada estação
O clima tropical de altitude garante verões amenos e invernos frios para os padrões mineiros. O período seco é ideal para aproveitar o parque e o teleférico sem chuva:
☀️Verão
Dezembro – Fevereiro
16°C a 28°C
A altitude mineira garante que o verão seja bem ameno! Use e abuse do período da manhã antes das famosas pancadas de chuva para aproveitar as deliciosas fontes e a piscina mineral do parque.
💧 Chuva Alta
🍂Outono
Março – Maio
13°C a 25°C
O volume de chuvas cai drasticamente, criando um cenário rústico e nostálgico perfeito. Sem o excesso de turistas, aproveite as clássicas instalações do balneário e as agradáveis caminhadas no parque.
☁️ Chuva Média
❄️Inverno
Junho – Agosto
8°C a 22°C
A grande alta temporada do Sul de Minas! O tempo fica gelado e ultra seco: ideal para se aquecer de verdade com os banhos termais e subir no teleférico com um céu deslumbrante e limpo.
⭐ Melhor Época
🌸Primavera
Setembro – Novembro
13°C a 26°C
Os termômetros sobem sutilmente e a natureza floresce intensamente antes das grandes chuvas de verão. É a melhor fase para presenciar as explosões do famoso gêiser e fazer trilhas na serra.
☁️ Chuva Média
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar saindo de Niterói pela rota mais prática
A rota principal percorre 293 km e leva cerca de 3 h 30. Saia de Niterói pela Ponte Rio-Niterói, acesse a BR-101 sentido Rio de Janeiro e depois a Rodovia Presidente Dutra (BR-116) rumo a São Paulo. Na altura de Engenheiro Passos, pegue a saída para a BR-354 via Itamonte e Pouso Alto até Caxambu. O trecho na BR-354 tem curvas de serra, exigindo atenção especialmente em dias de chuva.
Não há voos diretos. A alternativa por ônibus sai da Rodoviária Novo Rio (acessível de Niterói via barca + metrô) com a Viação Cometa ou Viação Sampaio, com duração de 4 a 5 horas. As cidades vizinhas de São Lourenço (30 km) e Lambari (50 km) também fazem parte do Circuito das Águas e rendem uma extensão do roteiro.
Conheça a cidade onde a água borbulha desde o nome
Caxambu é rara porque concentra em um único parque o que a maioria das cidades termais do mundo distribui por quilômetros: fontes medicinais, balneário histórico, gêiser natural e uma história que envolve a família imperial brasileira. O ritmo da cidade acompanha o borbulhar das fontes, sem pressa.
Você precisa sentir a água do gêiser caindo sobre os ombros e experimentar cada fonte do circuito para entender por que a Princesa Isabel decidiu construir uma igreja em agradecimento a este lugar.
O post A única cidade do Brasil com um gêiser de verdade está a 3h de Niterói e jorra água a 37°C apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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