
Mercado São Pedro | Foto: Neltur
Olá, leitor. Estamos de volta, desbloqueando memórias da infância e exaltando a cidade sorriso, Niterói.
Quando Niterói acorda cedo, quem passa pela Ponta D’Areia, na orla das Barcas, avista o tradicional Mercado de Peixes de Niterói. Logo sentimos o cheiro do mar misturado ao burburinho das bancas. Ali, o frescor das tainhas, sardinhas e robalos divide espaço com camarões graúdos, mexilhões e lulas, além das histórias que atravessam gerações que se encontram por ali.
O mercado continua sendo referência para quem busca variedade de peixes e preços acessíveis. Pescadores chegam ainda de madrugada, trazendo o resultado da pesca noturna, e os fregueses sabem que ali é possível encontrar desde peixes nobres até os mais populares, sempre com negociação direta — uma tradição que mantém viva a relação de confiança entre vendedor e cliente e, é claro, barateando o preço para o consumidor final.
Entre os corredores, é comum ver pais ensinando filhos a escolher o peixe certo, enquanto os mais velhos relembram como acompanhavam seus próprios pais décadas atrás. O espaço funciona como uma verdadeira sala de aula informal, onde técnicas de preparo de peixes e histórias de família se misturam.
Mercado São Pedro | Foto: Neltur
No coração do mercado, o Bar do Wagner é ponto de parada obrigatória. Mais do que um bar, é um espaço de convivência: ali se brinda com cerveja gelada, se saboreia peixe frito na hora e se conversa sobre futebol, política ou simplesmente sobre a vida. Wagner, ex-goleiro do Botafogo, figura conhecida e carismática, transformou seu balcão em palco de encontros que atravessam gerações.
Bar do Wagner
Para os niteroienses, o Mercado de Peixes de Niterói é mais do que um espaço de compra: é memória afetiva. Muitos recordam os domingos em família, quando o pai voltava com sacolas cheias de peixe fresco e a casa se enchia de cheiro de peixe assado. Outros lembram das primeiras idas ao bar, das conversas com os pescadores e da sensação de pertencimento.
O Mercado de Peixes de Niterói, também conhecido como Mercado São Pedro, é, portanto, um retrato vivo da cidade: mistura de tradição e modernidade, comércio e afeto, onde cada banca e cada mesa guardam um pedaço da história coletiva de Niterói.
Mercado São Pedro | Divulgação
Recentemente, minha amiga amada Bianca Bercê — que é de Niterói e, como eu, teve o privilégio de ser amiga íntima de Paulo Gustavo desde a adolescência — foi almoçar no Mercado São Pedro com sua mãe e padrasto. Ela chegou de Nova York, onde mora, e foi direto para lá, ativar sua memória afetiva e degustar o que temos de melhor entre as iguarias do mar. Logo me lembrei de escrever esta coluna, para convidar os niteroienses e visitantes desta cidade a darem um pulinho por lá.
E você, já foi ao Mercado São Pedro, em Niterói, este ano?
Até a próxima coluna, querido leitor.
O post Mercado de Peixes remonta à tradição, sabor e memória coletiva em Niterói apareceu primeiro em Cidade de Niterói.
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