
Vivemos em tempos em que sentir ficou desconfortável.
A tristeza é vista como fraqueza, o choro como exagero e o silêncio como problema.
Mas a verdade é que tristeza não é doença — é parte da experiência humana.
A tristeza é um estado emocional transitório, que surge diante de perdas, frustrações ou mudanças.
É um movimento natural de adaptação, um convite à pausa e à reflexão.
Já a depressão é uma condição clínica mais profunda, persistente e incapacitante, que altera o sono, o apetite, a energia e o prazer de viver.
Enquanto a tristeza fala de algo que aconteceu, a depressão é o silêncio que se instala quando nada mais parece fazer sentido.
Do outro lado, a euforia constante e a busca por estar sempre “bem” também podem esconder sofrimento.
Nem toda alegria é sinônimo de saúde mental.
O otimismo forçado e a necessidade de demonstrar felicidade o tempo todo são formas sutis de exaustão emocional.
A saúde mental não mora na ausência de tristeza, mas na capacidade de transitar pelas emoções sem se perder nelas.
Sentir é humano.
E permitir-se sentir é o primeiro passo para curar.
Porque o equilíbrio não está em anular o que dói, e sim em aprender a ouvir o que a dor quer dizer.
Coluna: 💬 Primeiro, a Mente — o cuidado que antecede tudo Um espaço de reflexão e acolhimento sobre saúde mental de forma ampla. Aqui falamos sobre autoconhecimento, propósito, limites, relações e a importância de colocar a mente em primeiro lugar — antes das metas, dos papéis e das expectativas.
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